Como quem dança com lobos para se abrigar no covil dos leões, a vereadora Emília Corrêa (PL), que tenta apresentar uma imagem independente na disputa pela prefeitura de Aracaju, enfrenta o grande desgaste por ter se aliado a Edivan Amorim (PL), um líder que jamais se contentou em ficar na retaguarda.
Sempre que o presidente do PL em Sergipe, que nunca disputou um único mandato eletivo, integrou um agrupamento político, ele liderou. Portanto, obviamente não seria agora que abriria mão dessa posição à qual já está acostumado, segundo informações.
Nos bastidores, o comentário que mais se ouve em relação a essa conjuntura é o de que a vereadora se tornou mais uma peça no tabuleiro do xadrez político de Edivan, conhecido nacionalmente e negativamente por seu envolvimento no escândalo do Banestado, na década de 90.
Apesar de afirmar publicamente que a parlamentar é quem irá conduzir a gestão numa possível vitória na disputa pela prefeitura, ele é um dos nomes que está por trás da condução da pré-campanha, inclusive, o próprio já afirmou isso: “Eu costurei a aliança na capital”.
