O Governo de Sergipe inicia 2026 ampliando de forma significativa a Educação Integral em Tempo Integral na rede pública estadual, reforçando uma política educacional voltada à ampliação de oportunidades e à transformação social. Por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), o modelo será implantado em mais 37 escolas neste ano, elevando para 146 o número de unidades que funcionam em tempo integral entre as 319 escolas estaduais. A expansão representa um investimento estimado em R$ 24 milhões, contemplando alimentação, transporte escolar, docentes e melhorias estruturais.

Sob a coordenação do Núcleo Gestor de Educação em Tempo Integral (NGETI), o Estado tem priorizado não apenas a ampliação de matrículas, mas também a qualificação dos espaços escolares. As unidades que aderem ao modelo integral recebem reformas e ampliações de salas, implantação e revitalização de laboratórios, além da criação de ambientes voltados ao esporte, à cultura, às artes e à convivência escolar. A proposta é oferecer uma jornada mais flexível e dinâmica, capaz de integrar aprendizagem, socialização e desenvolvimento humano.

A política de educação integral tem apresentado resultados consistentes. Desde 2022, quando o Estado contava com 71 escolas nessa modalidade, o crescimento foi contínuo. Em quatro anos, Sergipe mais que dobrou o número de unidades, alcançando 146 escolas distribuídas em 70 municípios, com previsão de atender cerca de 35 mil estudantes em 2026. O avanço acompanha indicadores positivos de permanência escolar, redução da evasão e fortalecimento do vínculo dos jovens com a escola.

Para a secretária de Estado da Educação, Gilvânia Guimarães, a expansão do ensino em tempo integral representa um novo conceito de educação pública. Segundo ela, o modelo vai além da ampliação da carga horária, ao apostar em um trabalho multidisciplinar, projetos de vida e programas que estimulam o protagonismo juvenil. A iniciativa está alinhada à Política Sergipana de Educação Integral, prevista na Lei nº 9.800/2025, e em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o Plano Estadual e o Plano Nacional de Educação.

Na prática, as escolas em tempo integral oferecem uma jornada mínima de sete horas diárias, com atividades que complementam o currículo tradicional. Esporte, cultura, artes, tecnologia e cursos técnicos passam a integrar a rotina escolar, tornando o ambiente mais acolhedor e atrativo. Exemplos como o Centro de Excelência Secretário de Estado Francisco Rosa Santos e o Centro de Excelência Professor João Costa, em Aracaju, demonstram como o modelo contribui para o amadurecimento dos estudantes, a redução da reprovação e o fortalecimento da autonomia e das competências para a vida acadêmica e profissional.

Com a ampliação do Ensino Integral em Tempo Integral, o Governo de Sergipe consolida uma política educacional estruturante, que investe em infraestrutura, alimentação de qualidade, formação integral e permanência dos estudantes na escola. A iniciativa reafirma a educação como eixo estratégico de desenvolvimento do Estado e como instrumento efetivo de combate às desigualdades, preparando a juventude sergipana para novos caminhos e oportunidades.