As candidaturas femininas bateram recorde neste ano, com 33,3% dos registros, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, o número é considerado longe do ideal, pois as mulheres representam 54% do eleitorado do país, e ocupam apenas 17% das cadeiras no Senado.

Mudança neste cenário é uma das principais reivindicações das mulheres que se encorajaram para a disputa. Em Sergipe, por exemplo, a delegada Danielle Garcia (Podemos), defende a bandeira de maior participação de candidatas do sexo feminino na corrida eleitoral para o Congresso.

No pleito mais disputado no estado, em que concorre com veteranos e fortes lideranças políticas, Danielle mostra sua força, caminha com as próprias pernas e está como uma das favoritas a substituir a cadeira que será deixada pela senadora Maria do Carmo Alves (PP).

“Nós, mulheres, somos 54% do eleitorado. Mas ainda não nos vemos do outro lado. Principalmente, nos cargos do Senado. Precisamos unir forças para ocupar os espaços de poder e lutar por mais representatividade feminina na política”, disse Garcia nas redes sociais.

Danielle é a única mulher entre os seis homens que compõe a disputa mais acirrada para o Senado. Utilizando seu histórico na segurança pública e a representatividade feminina, a postulante deve ser a mais votada, segundo a última pesquisa realizada pela AtlasIntel (SE-08915/2022).