Após praticamente admitir responsabilidade no caso do matadouro ao firmar um Acordo de Não Persecução Cível (ANPC) com o Ministério Público, o que gerou rápida e negativa repercussão em Sergipe, Valmir de Francisquinho (PL) tem buscado desviar as atenções que recaem sobre ele. Como parte dessa estratégia, sua equipe de marketing tem direcionado ataques a outras lideranças políticas do estado.

Em veículos de imprensa claramente alinhados com ele, foi divulgada uma matéria que aponta outros políticos sergipanos que também firmaram ANPCs com o Ministério Público em casos de improbidade administrativa, citando nomes como Gustinho Ribeiro (Republicanos), Luciano Bispo (PSD) e Sérgio Reis (PSD).

Apesar dessa tentativa de minimizar o desgaste, o impacto permanece o mesmo. O acordo, que resultou na retirada do julgamento da pauta do TJ-SE, tem sido amplamente interpretado como uma admissão de culpa por parte de Valmir em relação às acusações de corrupção.

Ele e Erotildes José de Jesus eram acusados de irregularidades em um processo licitatório envolvendo a empresa Campo do Gado Indústria de Reciclagem Animal LTDA EPP, ocorrido durante o mandato de Valmir como prefeito. A relatora do caso, desembargadora Iolanda Guimarães, havia apontado graves irregularidades no processo, determinando a devolução de mais de R$ 4 milhões aos cofres públicos e a suspensão dos direitos políticos dos acusados por quatro anos.