Ao longo de 2025, o Governo de Sergipe consolidou o estado como um dos ambientes mais atrativos do Nordeste para a instalação e expansão de indústrias. O resultado é fruto da política de incentivos conduzida por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), que aprovou 26 concessões fiscais e locacionais, com previsão de investimentos superiores a R$ 620 milhões e geração estimada de 1.785 empregos em diferentes regiões sergipanas.

Os empreendimentos contemplados refletem a diversidade e o fortalecimento da base produtiva do estado, abrangendo setores como móveis, metalurgia, alimentos, petróleo e gás, calçados, logística industrial, materiais de construção, química, plásticos e serviços industriais especializados. A pluralidade dos investimentos reforça a estratégia do governo de promover um crescimento equilibrado, com oportunidades distribuídas pelo território sergipano.

A análise e concessão dos incentivos são feitas pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), garantindo alinhamento às diretrizes governamentais e segurança jurídica aos investidores. Para o secretário da Sedetec e vice-presidente do CDI, Valmor Barbosa, os números comprovam a maturidade do ambiente econômico local. Segundo ele, o PSDI combina responsabilidade fiscal, previsibilidade e apoio ao empreendedor, criando condições sólidas para a geração de emprego e renda.

Gerido também pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), o programa tem papel central na interiorização do desenvolvimento. De acordo com o diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, os incentivos estimulam a chegada de indústrias a diferentes municípios, fortalecendo economias regionais e ampliando oportunidades fora da capital.

Um dos destaques de 2025 foi a implantação da indústria calçadista Di Valentini no município de Nossa Senhora Aparecida, no agreste central. Inaugurada em agosto, a unidade recebeu investimento de R$ 4,2 milhões e já gerou 154 empregos diretos, com previsão de chegar a quase 200 vagas. A empresa também planeja expandir as operações para Carira, onde a expectativa é abrir cerca de 90 novas vagas na primeira etapa. Para o diretor comercial da empresa, José Osterno Filho, o ambiente institucional e o diálogo com o governo foram decisivos para a escolha de Sergipe como destino do investimento.

Na ponta, os efeitos sociais do PSDI são visíveis. A chegada de novas indústrias tem permitido a reinserção de trabalhadores no mercado formal, especialmente no interior. Histórias como as de Rafaela Sena, moradora de Frei Paulo, e de Bruno Góes Andrade, de Ribeirópolis, evidenciam como o emprego industrial tem devolvido estabilidade financeira e perspectiva de futuro a famílias que enfrentavam longos períodos de desemprego.

Além de atrair investimentos, o governo também reforça o compromisso com a boa gestão dos recursos públicos. O CDI acompanha o cumprimento das contrapartidas assumidas pelas empresas e, em 2025, deliberou pela revogação de 15 incentivos em casos de descumprimento das regras. A medida assegura o uso responsável dos benefícios e abre espaço para novos empreendimentos comprometidos com o desenvolvimento socioeconômico de Sergipe.