O protagonismo de Sergipe no futuro energético do Brasil voltou a ganhar evidência nesta semana durante o FPSO Expo 2026, realizado no Rio de Janeiro. Representando o Governo do Estado, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) participou das discussões que colocaram a Bacia Sergipe-Alagoas como uma das principais fronteiras estratégicas para exploração offshore no país.
O debate girou em torno do avanço do projeto Sergipe Águas Profundas (Seap), considerado atualmente um dos maiores empreendimentos da Petrobras para expansão da produção nacional de petróleo e gás. O projeto prevê a utilização de duas plataformas do tipo FPSO, unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência, que serão responsáveis pela extração e processamento da produção em alto-mar.
Segundo o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, Sergipe ocupa posição estratégica dentro do novo ciclo energético brasileiro, especialmente diante da previsão de entrada em operação de até 20 novos FPSOs no país na próxima década. As plataformas P-81 e P-87, que irão operar no Seap I e Seap II, já estão em estágio avançado de contratação junto à Petrobras e à SBM Offshore.
Com investimentos superiores a R$ 60 bilhões, o projeto Sergipe Águas Profundas prevê capacidade para produzir até 240 mil barris de óleo por dia e processar 22 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente. A expectativa é que a produção tenha início em 2030, consolidando Sergipe como uma das maiores apostas do setor energético nacional para os próximos anos.
